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segunda-feira, 16 de março de 2015

Odeith, o artista português que faz o graffiti saltar do muro


É um dos mais antigos writers portugueses, dá pelo nome de Odeith e destaca-se pelo seu trabalho anamórfico, que joga com perspetivas para fazer o graffiti saltar do muro, quase literalmente.
Quem está atento às paredes que o rodeiam, em Lisboa, já deverá, com certeza, ter reparado aqui e ali em trabalhos com a assinatura de Sérgio Odeith, um dos writers mais antigos e conhecidos da cidade, cujo trabalho há muito saltou fronteiras — é possível encontrar obras suas em cidades como Londres, Dubai, Nova Orleães ou Abu Dhabi.
Contudo, só mais recentemente é que o mundo (pelo menos o cibernético) tem vindo a despertar para o talento de Odeith, como o provam menções e aparições recentes nos sites Bored Panda, Laughing Squid, Fubiz, From Up North ou Demilked, entre outros. Tudo isto num espaço de pouco mais de dois meses. E a que é que se deve toda esta atenção? A uma das vertentes do seu portfólio, o chamado trabalho anamórfico.
Usando duas ou mais paredes e o chão, Odeith consegue criar a ilusão de que o que pinta está a sair da parede e a flutuar sobre o solo, como se fosse um objeto tridimensional. Este tipo de técnica não é propriamente novidade para owriter, que a usa há cerca de dez anos. Mas como em tudo na vida, claro, tem vindo a aperfeiçoá-la e alguns dos últimos exemplos (que pode ver na fotogaleria, entre outros) são inacreditáveis, no sentido literal do termo.
De notar também que os 32 melhores trabalhos de Odeith entre 2012 e 2014, tanto nesta técnica como noutras, estão compilados num livro em formato A5, que custa 20€ e pode ser adquirido aqui.
fonte:http://observador.pt/2015/03/13/odeith-o-artista-portugues-que-faz-o-graffiti-saltar-do-muro-nao-mexer/

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Museu de Serralves inicia 2015 com exposição dedicada a Oskar Hansen



O Museu de Arte Contemporânea de Serralves apresenta pela primeira vez em Portugal a obra do arquitecto, urbanista e pedagogo polaco Oskar Hansen (1922–2005), na exposição «Oskar Hansen: Forma Aberta». Esta mostra traça a evolução da sua teoria da Forma Aberta, desde a sua origem em projetos arquitectónicos até à sua aplicação em filmes, jogos visuais e práticas performativas postas em prática por ele e por outros artistas.


«Oskar Hansen: Forma Aberta» é a primeira oportunidade para ver agrupados os seus projetos, dentro e fora da Polónia, e centra-se no importante papel que Hansen desempenhou nas transformações ocorridas na arquitectura e no urbanismo do pós-guerra, mas também nos avanços que promoveu na teoria do espaço e na pedagogia da arte e da arquitetura.

Através da exibição de maquetas, desenhos e filmes, traça-se a evolução da teoria da Forma Aberta desde a sua origem, nos projetos arquitectónicos, até à sua aplicação no cinema, jogos visuais e práticas performativas. Esta teoria era uma estratégia para contrariar os cânones que ainda dominavam a arquitectura, nomeadamente o seu carácter rígido, tautológico e fortemente autoral, através da valorização da indeterminação, flexibilidade e participação colectiva.

Começou as suas experiências com a Forma Aberta em 1955 e continuou a desenvolvê-la através de uma série de projectos em várias escalas, desde pequenas instalações e exposições até ao Sistema Linear Contínuo, um plano de Forma Aberta em larga escala para a Polónia e para o continente europeu. Associado ao grupo arquitetónico «Team 10», Hansen apresentou a Forma Aberta no encontro de Otterloo de 1959.

A noção de Forma Aberta era em si mesma aberta para Hansen: aberta à possibilidade contínua da sua própria transformação, aberta à influência de práticas adjacentes – ele cita os Situacionistas, por exemplo – e aberta à apropriação por parte dos seus estudantes na Academia de Belas Artes de Varsóvia.

O livro que acompanha a exposição, editado por Aleksandra Kêdziorek e £ukasz Rodunda e publicado pelo Museu de Arte Moderna de Varsóvia, inclui, além dos ensaios dos dois curadores sobre a casa de Szumin que celebrizou Oskar Hansen e o seu papel enquanto pedagogo, textos de Joan Ockman, £ukasz Stanek, Andrzej Szcerski, Felicity D. Scott, £ukasz Mojsak, Tomasz Fudala, Katarzyna Murawska-Muthesius, Jola Cola, Karol Sienkiewicz e David Crowley. Além destes ensaios a publicação contém ainda uma detalhada biografia de Hansen, que permite acompanhar passo o passo o percurso do arquitecto polaco enquanto eminente teórico, visionário urbanista e influente professor.


OSKAR HANSEN: FORMA ABERTA
30 Janeiro – 3 Maio
Curadores: Lukasz Ronduda e Aleksandra Kedziorek
Exposição organizada pelo Museu de Arte Moderna de Varsóvia e MACBA (Museu de Arte Contemporânea de Barcelona) em associação com Museu de Arte Contemporânea de Serralves.

fonte:http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=755713

domingo, 21 de dezembro de 2014

A descoberta de uns frescos do final do século XV numa igreja em Abrantes

Em Novembro, na sequência de trabalhos de conservação e restauro na Igreja de Santa Maria do Castelo, foram descobertos uns frescos que abrem uma nova página na história de Abrantes


Em Abrantes nada como dantes. Pelo menos num dos principais monumentos da cidade, a Igreja de Santa Maria do Castelo, que começa a ganhar uma nova vida depois de a câmara abrantina ter apostado na recuperação do seu património. No mês passado, foram descobertos nesta igreja frescos de finais do século XV, inícios do século XVI. Estavam escondidos debaixo dos azulejos que decoram a igreja desde que há memória. A câmara quer agora retirar todos os azulejos de uma das paredes para poder dar uma nova vida ao espaço. Falta apenas a autorização da Direcção-Geral do Património Cultural (DGPC).

Quando se entra no Castelo de Abrantes, a Igreja de Santa Maria do Castelo, ao cimo, o que nos salta à primeira vista é o seu portal gótico e a vista privilegiada sobre a cidade. Está classificada como monumento nacional desde 1910, há ainda histórias por contar. Principalmente depois da mais recente descoberta: as pinturas a fresco que estão num estado de conservação notável.

“Quando começámos o trabalho, ainda em 2013, nunca achámos que pudéssemos descobrir isto”, diz ao PÚBLICO Alice Cotovio da Mural da História, empresa contratada pela Câmara Municipal de Abrantes para fazer uma intervenção de conservação na igreja com foco na pintura também a fresco do altar, já desgastada pelo tempo. Tão desgastada que é muito difícil perceber o que ali um dia foi pintado.

Mas o que seria apenas um trabalho essencialmente de conservação, como conta José Artur Pestana da mesma empresa, tornou-se em algo maior do que isso em pouco tempo. Nas paredes laterais da capela-mor da igreja, que abriga o Museu Regional D. Lopo de Almeida, o primeiro conde de Abrantes, estão os túmulos deste e do seu pai D. Diogo de Almeida, que se notou precisarem também de uma intervenção. À volta dos túmulos, apenas azulejos, e em cima uma pintura que evoca os símbolos heráldicos dos Almeida — uma espécie de barril a explodir.

“Foi quando começámos a mexer nisto tudo que descobrimos que os azulejos estavam completamente destacados da parede, havia zonas em que se conseguia meter a mão quase inteira”, diz o conservador, explicando tratarem-se de exemplares do século XVI. “Não são descartáveis, são importantíssimos e estavam totalmente descolados, apenas seguros uns pelos outros”, continua, espantado por nunca antes ter acontecido nada. “Podiam ter caído todos.”

Nessa altura, os trabalhos pararam e avisou-se a DGPC daquela situação de risco. “Tivemos de suspender tudo, houve uma mudança de planos para a qual precisávamos de nova autorização”, conta José Artur Pestana.
Um ano depois, em Junho, a DGPC deu luz verde para a intervenção dos conservadores e foi então que se começou o trabalho de consolidação dos azulejos.

E, mais uma vez, o inesperado aconteceu: “O afastamento que os azulejos tinham em relação à parede permitiu-nos ver que a pintura de cima continuava.” “Isto veio acabar com uma das grandes bases da historiografia abrantina de que os azulejos são de origem — não são. Removendo alguns azulejos e analisando pelo tipo de reboco que tem, o tipo de areia, percebemos que só foram colocados aqui depois”, explica, argumentando ainda que não houve um critério na colocação daqueles azulejos. “Há um grande desfasamento, acabam a alturas diferentes, têm vários padrões, isto foi um reaproveitamento, agora de onde, não sabemos, mas que é anormal esta amálgama de azulejos, isso é.”

Para o conservador, mais estranho ainda é o facto de estes azulejos terem sido colocados sem que se tivesse picado a parede. “A pintura não foi picada para receber o reboco, portanto o que temos aqui são duas paredes lisas encostadas uma contra a outra. Isto não faz sentido, não se entende, qualquer pedreiro minimamente informado, picava a parede”, explica.

Ao perceber que havia uma pintura por baixo e que esta não estava picada, os técnicos pediram então autorização à tutela para remover umas fileiras de azulejos de forma a perceber realmente o que estava por baixo. “E apareceram estas pinturas figurativas completamente fora de qualquer coisa que pudéssemos estar à espera.”

As pinturas figurativas de que José Artur Pestana fala parecem representar, segundo Luís Urbano Afonso, do Instituto de História da Arte, da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, “figuras de profetas com excertos de textos alusivos a temas de morte e ressurreição”. “Tema que se adequa plenamente a este espaço, transformado em capela-funerária, ou mesmo panteão, dos Almeidas”, explica ao PÚBLICO o professor, que já teve oportunidade de ver estes frescos.

Para Luís Urbano Afonso, esta descoberta não é uma inteira novidade, uma vez que há muito tempo que a igreja tem à vista pinturas a fresco no arco triunfal e na capela-mor, na parede do fundo e nas partes altas das paredes laterais. “Adivinhava-se que algo mais existia, mas pensava-se que seria uma simples continuação do mesmo padrão heráldico que está visível na parte alta das paredes”, continua, destacando “o tema que representam e o bom estado de conservação que possuem, sobretudo quando comparadas com as muito desgastadas, e planiformes, pinturas murais que estavam à vista”.

fonte:http://www.publico.pt/culturaipsilon/noticia/a-descoberta-de-uns-frescos-do-seculo-xv-numa-igreja-em-abrantes-1680015

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Associação lusa vende quadros pintados por deficientes

Associação lusa vende quadros pintados por deficientes
Comemora-se, esta quarta-feira, o Dia Internacional das Pessoas com Deficiência e, em Portugal, há mais um motivo para celebrar: nasceu, há cerca de 15 dias, uma nova associação que promove a venda de quadros pintados por cidadãos com deficiência e que tem como objetivo apostar nos seus talentos.

A associação "HeArt" surgiu por iniciativa de Sofia Perestrelo, a sua atual presidente e fundadora, depois de, há um ano, ter visitado a Cooperativa de Educação e Reabilitação de Cidadãos com Incapacidades (CERCI) de Cascais e ter encontrado "um grupo com um talento enorme, com artistas muito interessantes e obras fantásticas".

"Achámos que fazia sentido que a sociedade pudesse ter oportunidade de as ver, apreciar e até de as ter em casa", explicou Sofia Perestrelo em entrevista à agência Lusa, dizendo ter ficado, naquele momento, convencida de que o mesmo talento encontrado na CERCI Cascais existiria, também, no resto do país.

"Como as instituições não estão preparadas para o trabalho de comercialização e promoção, fazia todo o sentido a existência da associação", justificou a responsável, esclarecendo que o projeto tem como propósito principal promover a inclusão social através da arte e incentivar artistas com deficiência a divulgar, promover e comercializar os seus trabalhos.

fonte:http://boasnoticias.pt/noticias_Associa%C3%A7%C3%A3o-lusa-vende-quadros-pintados-por-deficientes_21834.html

BAIXA DO PORTO RECEBE INSTALAÇÃO

O ViaCatarina Shopping, empreendimento comercial emblemático da baixa da cidade do Porto, exibe uma obra de arte na sua fachada. A responsabilidade é de dois jovens artistas portugueses.

Há muito que a cultura se cruzou com os Centros Comerciais. A prova disso é a recente instalação na Baixa do Porto, no centro comercial ViaCatarina Shopping. Resultado da iniciativa: Queres Fazer História?! – Propõe as tuas ideias para esta fachada emblemática do Porto, um desafio que o Centro lançou, este ano, a todos os jovens Artistas Plásticos e/ou Digitais, Designers e Arquitetos.

O objetivo consistia em promover a criação de sinergias potenciadoras de inovação, envolvendo o ViaCatarina Shopping e a comunidade de jovens criadores que pretendessem dar a conhecer a sua criatividade e competências.


O vencedor foi a instalação W(E)AVING, com a qual Nuno Pimenta e Frederico Martins, vencedores do Concurso VIArtes, apresentaram uma ideia inovadora para intervenção na fachada do ViaCatarina Shopping que combina os temas da tecelagem (weaving), enquanto método construtivo, e da ondulação (waving), enquanto resultado final e efeito visual.

Através de uma tecelagem manual de fácil construção e de carácter público, os autores, com a ajuda dos cidadãos portuenses, cobriram a fachada do ViaCatarina Shopping com um tecido de grande dinamismo e impacto visual, recorrendo apenas a meios completamente analógicos, conforme explicam: “a aproximação à tecelagem é tanto objetiva como metafórica, uma vez que é importante envolver as comunidades locais e todos os que passam na Rua de Santa Catarina nesta criação. Este grande tecido foi criado, a partir da multiplicação de módulos que fácil e rapidamente foram construídos e onde apelámos ao envolvimento coletivo da comunidade para a construção desta intervenção”.

Devido ao caráter participativo, instalação de arte W(E)AVING não é apenas um elemento contemplativo que subitamente, foi colocado na fachada do ViaCatarina Shopping, mas toda a criação das pequenas partes que a compõem como um todo irão ligar as pessoas que o teceram e que, diariamente, passam pela Rua de Santa Catarina.

fonte: http://lifestyle.sapo.pt/casa-e-lazer/noticias-casa-e-lazer/artigos/baixa-do-porto-recebe-instalacao

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

50 obras de arte que toda a gente deve ver

Meia centena de obras de arte fundamentais para ver em todo o mundo, mas também em Portugal.
                                                                                  


50 obras de arte que toda a gente deve ver
A tarefa é ciclópica e as opções necessariamente subjetivas, mas escolher 50 obras de arte essenciais em toda a história da arte é não apenas um exercício de divulgação mas também uma forma de os críticos apresentarem a sua família mais chegada.
Esta seleção teve dois critérios primordiais: a eleição de obras formadoras para quem escolheu (cultural e afetivamente) e a inclusão de uma boa percentagem das obras que se podem ver em Portugal. Ninguém viu tudo nem valoriza tudo da mesma maneira, mas também isso torna interessante o ter de escolher. Podem não estar aqui todos os tesouros que deveríamos ver, mas os que estão valem, certamente, cada uma das viagens.
Escolhas de Celso Martins, Jorge Calado e José Luís Porfírio

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Workshop “Como usar o tablet na aprendizagem”

Workshop, 6 de novembro de 2014
Como usar o tablet na aprendizagem

Oradora, Dra. Adelina Moura
Colaboração, Dra. Elisete Ferreira e Dr. Manuel Teixeira
Organização e Divulgação
Comunicação e Tecnologia Digital (2.º ano)
Produção, Realização e Fotografia, SNOF
Música, ZHU Faded (ODESZA Remix)

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

UNESCO elege cante alentejano como Património Imaterial da Humanidade

A Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura acaba de declarar o cante alentejano como Património Imaterial da Humanidade. Exatamente três anos depois do fado.
O cante alentejano já é da Humanidade. A decisão foi tomada esta quinta-feira de manhã, em Paris, pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO).
Fonte:http://observador.pt/2014/11/27/unesco-elege-cante-alentejano-como-patrimonio-imaterial-da-humanidade/

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Campanha Quando a violência doméstica chega aos cartoons

Não é propriamente um tema adequado para os mais novos, mas talvez essa incongruência sublinhe ainda mais a necessidade de prestar atenção a este problema social. O artista Alexandre Palombo transformou vários cartoons femininos conhecidos em vítimas de violência doméstica.









 
 
O artista Alexandro Palombo criou um projeto para marcar o Dia da Eliminação da Violência Contra as Mulheres, que tem lugar esta terça-feira, dia 25 de novembro.
 
“Milhares de mulheres são mortas todos os anos por todo o mundo. O femicídio é um problema social inaceitável. Como homem, sinto-me envergonhado pelos comportamentos daqueles que usam a violência contra as mulheres. Estes seres não homens, são cobardes. Cabe aos verdadeiros homens julgar e lutar contra estes cobardes”, escreveu Palombo no seu site.
 
Foi aí, aliás, que o artista mostrou imagens nas quais transforma vários conhecidos cartoons femininos em vítimas de violência doméstica.
 

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Sugestões para um fim de semana em cheio

Filmes sobre a amazónia, boa música, mercados, uma peça infantil e a chegada de uma nova hamburgueria são algumas das sugestões do Observador para os dias mais desejados da semana.

Norte

A mais recente criação da companhia Útero estreia em Guimarães este sábado, às 22h00. Depois de várias semanas em residência artística na cidade sueca de Malmö, bem como em Londres, “Under” chega ao palco do Centro Cultural Vila Flor. Sob a direção de Miguel Moreira, o espetáculo conta em palco com os bailarinos e cocriadores Dan Watson, Khamlane Halsackda e Sebastian Langueneur. Os bilhetes custam 10 euros.
Jorge Palma vai cantar no Teatro Municipal de Vila do Conde, sábado, às 21h30. Neste concerto acústico, o autor de “Frágil” vai estar acompanhado pelo filho Vicente Palma e por Gabriel Gomes (ex- Madredeus e Sétima Legião). Vicente surgirá na guitarra, no piano ou na voz e Gabriel irá oferecer a sonoridade do acordeão. Enquanto houver estrada para andar, ele vai continuar. Há bilhetes a 12,50 e 15 euros.
Depois do sucesso da 1.ª edição, em março, na Praça das Cardosas, a Portugal Lovers lança a 2.ª edição do “Urban Market à Porter, Moda para Todos“, que ocupa o Hard Club, no Porto. Sábado e domingo há palestras, testemunhos, workshops de imagem e maquilhagem, estando reservado para o fim um desfile de criadores da área do design de moda, acessórios, joalharia, saúde e beleza. Um dos objetivos é reforçar a ajuda e o apoio à divulgação da campanha “Despir o Preconceito”, que pretende desmistificar preconceitos associados ao cancro.
Se a meteorologia assim o permitir, o próximo mercado Cedofeita Viva vai acontecer no sábado, na zona entre Cedofeita e Miguel Bombarda, no Porto. De acesso gratuito, é ali que vão estar reunidos mais de 100 artesãos e vendedores de artigos vintage e restauração, sempre com o vinho como tema central. Vão estar presentes alguns produtores de vinho verde e haverá provas de vinho comentadas, bem com a presença do grupo de narradores “Contos na Eira”, que contarão histórias tradicionais. Às 15h00, quem quiser pode participar no percurso “O Porto da alta burguesia às áreas operárias – Um passeio por Cedofeita de outros tempos”.
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Ilustração de Paula Craft para o Mercado do Vinho.
André Fernandes vai apresentar o mais recente Wonder Wheel no Auditório de Espinho, sábado às 21h30. A acompanhá-lo vão estar alguns dos melhores músicos de jazz nacionais: Inês Sousa na voz, Mário Laginha no piano, Nelson Cascais no contrabaixo e Alexandre Frazão na bateria. A entrada para o concerto custa sete euros.

Centro

Em Góis tem lugar a V Mostra de Cinema da Amazónia, sábado e domingo. Feitas na região da Amazónia por realizadores locais, as 29 produções cinematográficas que vão ser exibidas englobam um conjunto de documentários, curtas-metragens e animações para os mais novos. Esta ‘viagem’ pela Amazónia é gratuita.
Há quanto tempo não vai à dança? O Teatro Viriato, em Viseu, é palco da “NewAge, New Time“, uma mostra de dança contemporânea onde os coreógrafos nacionais têm a oportunidade de mostrar as suas mais recentes criações. Para além de um encontro entre coreógrafos, intérpretes e público, este ciclo procura apoiar os criadores, abrindo espaço para a circulação das peças. E há muitas para ver, é só escolher no programa, que termina este sábado.

Sul

Não vai faltar boa música este fim de semana em Lisboa. Sérgio Godinho leva a Liberdade ao Coliseu de Lisboa, sábado às 22h00. O músico e compositor português vai cantar os temas do disco ao vivo, onde revisita os sucessos de sempre, mas com arranjos totalmente novos. O destaque vai para um tema de Zeca Afonso, ate à data nunca fixado em disco, “Na Rua António Maria”. Bilhetes entre os 15 e os 30 euros.
No mesmo dia, mas no MusicBox, é Paulo Furtado quem sobe ao palco para um showcase, na pele de Legendary Tigerman. A entrada custa seis euros e inclui um whiskey, mas vai ser preciso esperar até às 02h00 para ver o homem tigre.
No domingo, a Aula Magna vai receber Sharon Jones e a sua banda, The Dap-Kings, que lançaram este ano Give the People What They Want. O álbum, que já figura nos tops de melhores do ano que começam a ser publicados, é a desculpa perfeita para comprar um bilhete, cujo preço varia entre os 28 e os 40 euros. A primeira parte vai ser feita pelo músico italiano Luca Sapio.
Atenção pequenada. A Bela e o Monstro estão no Teatro da Trindade todos os sábados às 16h00 e domingos às 15h00, até 28 de dezembro. A história de Jeanne-Marie Leprince de Beaumont que encantou gerações ganha aqui uma roupagem musical e está à espera de crianças com mais de quatro anos. Bilhetes entre os oito e os 15 euros.
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Depois de conquistar os portuenses, o Munchie chegou a Lisboa. ©D.R.
A palavra Munchie já é conhecida dos portuenses. Agora, quer conquistar os lisboetas, já que a hamburgueria que provoca filas de espera na Invicta, numa zona onde não faltam hambúrgueres, acaba de se instalar no número 40 da Praça das Flores. Nada como ir provar, por exemplo, o hambúrguer com queijo mozzarella, maionese de manjericão e limão, cebola frita, alface e tomate grelhado para perceber o fenómeno.
Dia 22 de Novembro, a lisboeta Taberna das Almas, no Anjos, receberá 60 artistas para uma maratona cultural ímpar. É a estreia do 20 XX Vinte, evento com que a Lovers & Lollypops presenteia os portuenses ocasionalmente, e que pode ser resumido assim: 20 bandas, 20 DJs, 20 cartazes, dois palcos e uma exposição; 15 minutos por banda/DJ. As portas abrem às 21h00 e as atuações começam uma hora depois. Os bilhetes custam oito euros, com um whiskey incluído.
“O Mandarim“, de Eça de Queirós, despede-se do Teatro Municipal Joaquim Benite, em Almada, este domingo. A boa notícia é que ainda há oportunidade para ver a peça, sábado às 21h30 e domingo às 16h00. A nossa sugestão vai para sábado. Por 14 euros, é possível comprar um bilhete para a peça e para o jantar no restaurante do teatro.
Pela primeira vez juntos em palco, Tó Trips (Dead Combo) e Filho da Mãe vão levar as suas guitarras ao alto, num espetáculo inédito, que só vai ser possível assistir ao vivo no Alentejo. A guitarra acústica vai ser a rainha da noite de sexta-feira, no Centro de Artes do Espetáculo de Portalegre, e no sábado na Adega Mayor, em Campo Maior. Vão ser cinco euros bem gastos.
fonte:http://observador.pt/2014/11/20/sugestoes-para-um-fim-de-semana-em-cheio-3/

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Portugal reconhecido com 17 estrelas no Guia Michelin – um recorde absoluto

A edição de 2015 do Guia Michelin atribuiu 17 estrelas a restaurantes lusos, três dos quais distinguidos como "cozinha excelente". José Avillez é o primeiro chefe português a conquistar duas estrelas.
Portugal tem desde quinta-feira 17 estrelas no Guia Michelin, um recorde absoluto em terras lusas. A edição de 2015 do Guia premiou, assim, 14 restaurantes portugueses, três dos quais com duas estrelas Michelin (com o Belcanto a juntar-se aos restaurantes algarvios Ocean e ao Vila Joya na categoria de ‘cozinha excelente’). No total, há 11 restaurantes portugueses com uma estrela.
O restaurante Belcanto, em Lisboa, ao conseguir duas estrelas, foi o grande destaque português da gala que juntou em Marbelha os melhores dos melhores da alta cozinha ibérica – 350 pessoas, entre chefes de cozinha, representantes de entidades oficiais espanholas e empresários, sob forte cobertura mediática. O chefe José Avillez tornou-se, desta forma, o primeiro português a conquistar as duas estrelas Michelin, e o Belcanto o primeiro restaurante na capital a receber tal distinção.
“Estou muito feliz por mim, pela minha equipa, pela cidade e pelo país. Estamos a fazer história. O trabalho é duro, mas compensa. Mesmo que não tivéssemos ganhado [a segunda estrela], compensa, porque temos clientes muito felizes”, disse o ‘chef’ à Lusa, em Marbella.
Mais a norte, o destaque vai para o restaurante de Pedro Lemos, na Foz Velha (Porto) que mereceu pela primeira vez o reconhecimento do guia “vermelho”. A sul, o restaurante São Gabriel (Almancil), comandado por Leonel Pereira, reconquistou a estrela que o guia retirou em 2014, poucos meses depois da mudança de chefe.
O diretor internacional dos guias Michelin – considerados uma referência mundial na classificação de restaurantes – apontou Portugal e Espanha como “dois dos destinos gastronómicos mais dinâmicos” no mundo – foram distinguidos 183 restaurantes na Península Ibérica, mais um “número recorde”.
Michael Ellis sublinhou também que “a nível gastronómico, Portugal e Espanha são dos destinos mais dinâmicos e mais interessantes a nível mundial”.
“Estamos a viver um magnífico momento de alta gastronomia. Este é um ano recorde para os dois países e está cheio de estrelas. Teremos 1.662 restaurantes na nossa seleção e 183 recebem estrelas”, anunciou o diretor, na apresentação.
Em Espanha, o Guia Michelin atribuiu uma nova segunda estrela (restaurante Aponiente, Cádiz) e a primeira estrela a 19 novos espaços. No total, foram distinguidos nesta edição 169 restaurantes, oito dos quais com três estrelas.
Mais de cem anos depois da criação do guia, com o intuito de ajudar os viajantes nas suas deslocações, Espanha e Portugal “continuam a ter alguns dos melhores centros culinários de referência a nível mundial”, declarou Ellis, que acrescentou: “Já entrámos no segundo século de vida do guia e penso que o melhor está para vir”.
fonte:http://observador.pt/2014/11/20/portugal-reconhecido-com-17-estrelas-guia-michelin-um-recorde-absoluto/

Carlos do Carmo recebe Grammy Latino de Carreira no Hollywood MGM de Las Vegas

O fadista Carlos do Carmo recebe hoje o Grammy Latino de Carreira, no Hollywood MGM Theatre, em Las Vegas, no Nevada, antecedendo a entrega anual dos Grammy Latinos, na quinta-feira.
O fadista Carlos do Carmo recebe hoje o Grammy Latino de Carreira, no Hollywood MGM Theatre, em Las Vegas, no Nevada, antecedendo a entrega anual dos Grammy Latinos, na quinta-feira.

Além do criador de “Canoas do Tejo”, recebem igualmente um Grammy de Carreira, por “Excelência Musical”, Willy Chirino, César Costa, o Dúo Dinámico, Los Lobos, Valeria Lynch e Ney Matogrosso.

Nesta mesma cerimónia, prevista para as 10:00 locais (18:00, hora continental portuguesa), recebem o Prémio do Conselho Diretivo da Latin Academy of Recording Arts and Sciences (LARAS) os músicos André Midani e Juan Vicente Torrealba.

“O ‘Board of Trustees’ da Latin Academy of Recording Arts and Sciences decidiu, por unanimidade, atribuir a Carlos do Carmo o “‘Lifetime Achievement Award’, galardão que distingue a obra das grandes referências do panorama musical internacional”, segundo comunicado da academia.

Em declarações à Lusa o fadista afirmou: “Num momento de sofrimento como o que o meu povo está a viver, e a minha pátria está a viver, a alegria que possa dar às pessoas, apesar da simplicidade que as coisas têm – isto não lhes mata a fome, nem lhes arranja emprego -, mas que possa dar-lhes uma alegria, já fico muito contente”.

O artista, com uma carreira de 51 anos, disse que esta é uma oportunidade para dar a conhecer outros artistas portugueses que, no futuro, podem vir a ser premiados.

Fazendo uma reflexão da sua carreira, Carlos do Carmo, filho da fadista Lucília do Carmo, afirmou: “Corri sempre em pista própria e não em pista de competição, nunca competi, até porque cantar não é o mesmo que correr. Há sempre gostos. Uns gostam mais de A, outros, de B. Isso não quer dizer que A ou B cantem muito bem ou cantem mal, são os gostos das pessoas”.

A cerimónia anual de entrega dos Grammy Latinos, nas diferentes categorias, realiza-se, na quinta-feira, a partir das 20:00 locais (05:00, de sexta-feira, na hora continental portuguesa).

fonte:http://observador.pt/2014/11/19/carlos-carmo-recebe-grammy-latino-de-carreira-hollywood-mgm-de-las-vegas/

Festival Temps D´Images 'A Sétima Vida de Gualdino' Melhor Filme Português

O documentário "A Sétima Vida de Gualdino", de Filipe Araújo, conquistou hoje o prémio para Melhor Filme Português do Festival de Cinema Temps D'Images, dedicado a filmes sobre arte, revelou a organização à agência Lusa.


De acordo com Rajele Jain, diretora do festival e responsável pela programação, o prémio para Melhor Filme sobre arte foi atribuído a "Sophie Calle - Sans Titre", de Victoria Clay Mendoza (França), sobre a vida e obra da artista visual francesa.
 
O prémio para o filme que mostra a importância da arte na sociedade de forma mais original foi entregue a "La Voix de la Toundra", de Jean Ehert (Bélgica), sobre a realizadora russa Anastasia Lapsui, que filmou o povo da Tundra, no norte da Rússia.
 
Foram ainda entregues duas menções honrosas: a "Goran", de Roberto Santaguida (Sérvia), e a "In Medias Res", de Luciana Fina (Portugal).
 
O documentário "A Sétima Vida de Gualdino", de Filipe Araújo, conta a história do baterista Gualdino Barros, que lançou nos palcos dezenas de músicos como Jorge Palma, Bernardo Sassetti e Dany Silva.
 
Este filme também venceu a competição nacional da seção Odisseias Musicais da 1.ª edição do Festival Internacional de Música no Cinema - MUVI, que decorreu este ano em Lisboa.
Foram exibidos nesta sexta edição, no Cinema Ideal, em Lisboa, 38 filmes de todo o mundo, 14 deles portugueses, todos realizados entre 2012 e 2014.
 
Rajele Jain disse que muitas das sessões estiveram esgotadas e que passaram pelo festival 23 realizadores portugueses e estrangeiros.
 
O mote desta edição estava centrado numa citação do artista Max Dean a quem era dedicado o filme de abertura homónimo, realizado por Zachary Finkelstein (Estados Unidos): "O que eu procuro numa obra de arte é: eu quero aprender alguma coisa. Eu quero ir para um lugar que nunca fui. Eu quero que um artista me mostre algo que eu nunca tinha sequer pensado".
 
O júri deste ano foi composto por Eduardo Barbosa da Cunha, diretor do festival África Mostra-se - Mostra de Cinema Africano, a realizadora Teresa Prata e as estudantes de arte Lisa Malwe Brammsen, Mariana Pinto de Freiras e Sara Martins Marques.
 
Os Prémios de Cinema para Filmes sobre Arte entregam um valor de 2.000 euros ao Melhor Filme sobre Arte, e de 1.500 euros ao Melhor Filme Português e ao que mostra a importância da arte de forma mais original.
 

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Fotogaleria Quando a tecnologia é tema na Sétima Arte

A tecnologia tem um papel predominante nas nossas vidas. Mas a verdade é que mesmo antes de existir fisicamente, já existia no pensamento de muitas pessoas. Prova disso são os filmes de ficção científica que foram surgindo ao longo do século anterior. Também a importância da internet e dos smartphones no quotidiano tem vindo a ganhar importância no cinema. Veja alguns filmes que retratam estas realidades.


'Interstellar'
                Quando a Terra já não tem nada para oferecer, a solução passa por colonizar outras galáxias

'Jobs'
               Retrata a vida de um dos fundadores da Apple

'Os Piratas de Silicon Valley'
O filme retrata o surgimento do computador pessoal com a rivalidade entre Steve Jobs (Apple) e Bill Gates (Microsoft) como pano de fundo.

'A Rede Social'
Sabe como surgiu a ideia de criar o Facebook? Este filme explica-lhe

'O Quinto Poder'
A história de Julian Assange e da Wikileaks

'Blade Runner'
Um filme de 1982 cuja ação, que se baseia na vida de um caçador de robots, se passa em 2019

'2001 - Uma Odisseia no Espaço'
Este filme de 1968 mostra algumas tecnologias que estariam em vigor em 2001. Algumas chegaram mesmo a concretizar-se. Outras não.

'Black Mirror'
Uma visão muito pessimista do futuro

'Ela'
A história de um homem que se apaixona por um sistema operativo

'Minority Report'
Neste filme será possível prever os crimes que as pessoas vão cometer


Internet, redes sociais, Espaço, tecnologia… estas são algumas das palavras que dominam a linguagem do século XXI.
 
E como tal o cinema já há muito tempo que acompanha estas evoluções, não só nas suas questões técnicas, mas especialmente nos argumentos que são escritos.
 
‘2001 - Odisseia no Espaço’, ‘Regresso ao Futuro’, ‘Minority Report’, ‘A Rede Social’ são alguns dos filmes que são exemplo disso mesmo.
 
São obras da sétima arte que retratam realidades existentes, como a ‘Rede Social’, ou que se debruçam sobre aquele que será o futuro da tecnologia como carros que voam em ‘Regresso ao Futuro’ ou sistemas informáticos que conseguem prever o que uma pessoa fará, como acontece em ‘Minority Report’.
 
Deixamos-lhe uma lista de dez filmes, elaborada pelo Exame Brasil, que reúne alguns dos filmes que marcam ou marcaram pela sua irreverência e a sua fantasia de futuro.