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quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

"Je Suis Charlie": Portugal junta-se à onda solidária

"Je Suis Charlie": Portugal junta-se à onda solidária
Portugal vai juntar-se à onda de solidariedade e defesa da liberdade de expressão que está a varrer o mundo depois do ataque desta quarta-feira à redação do jornal satírico francês Charlie Hebdo, em Paris, que resultou na morte de 12 pessoas, entre elas o diretor da publicação e alguns dos mais célebres 'cartoonistas' do país.

Lisboa será, esta quarta-feira (08) pelas 18.30h, palco de uma concentração para "defender a liberdade de expressão" que terá lugar na Praça dos Restauradores e que se assemelha a várias outras que têm invadido cidades europeias como Berlim, Londres ou Madrid, cujas populações saíram à rua no rescaldo do atentado para se solidarizar com o povo francês e gritar por valores fundamentais.

O evento está a ser organizado no Facebook pela jornalista francesa Marie-Line Darcy, residente em Portugal e atual presidente da Associação da Imprensa Estrangeira em Portugal (AIEP). Até ao momento, já são mais de 800 os utilizadores que asseguram que vão marcar presença na concentração lisboeta.

Uma hora antes, pelas 17.00h, Lisboa associa-se, também, à marcha silenciosa que a Câmara de Paris vai promover nas ruas da capital francesa a partir das 18.00h locais. A autarquia lisboeta vai assinalar, na Praça do Município, um minuto de silêncio em homenagem às vítimas do ataque.

fonte:http://boasnoticias.pt/noticias_Je-Suis-Charlie-Portugal-junta-se-%C3%A0-onda-solid%C3%A1ria_22126.html

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Desenvolver a capacidade de comunicação

Segundo (Teixeira, 2010), para que a comunicação seja eficaz é necessário que o gestor desenvolva os seguintes atributos: a empatia, o saber ouvir, técnicas de leitura, observação, a escolha do vocabulário, a linguagem corporal e a comunicação pela ação.
  •  “A empatia é a habilidade para se identificar com os pensamentos e sentimentos de outra pessoa.” (Teixeira, 2010). Isto é, o recetor da mensagem entende as razões pelas quais as pessoas falam e atuam de determinada maneira, quer concorde ou não com as posições assumidas por essas pessoas.
  • Saber ouvir
  • As técnicas de leitura podem ser desenvolvidas de modo a que a rapidez da leitura aumente (para o dobro ou o triplo) sem redução significativa da compreensão dos textos. O desenvolvimento desta técnica resultará em consideráveis economias de tempo e, consequentemente num aumento da produtividade uma vez que, o gestor demorará significativamente menos tempo a ler os documentos do que demoraria caso não desenvolvesse a referida técnica.
  • A capacidade e o espírito de observação são importantes pois permitem observar a forma como decorrem as operações no terreno não se limitando a ler ou ouvir os relatos que lhes são apresentados.
  • A linguagem corporal 
  • A importância das ações “como forma de comunicação traduz-se naquela expressão conhecida que se ouve muitas vezes – as ações falam mais do que as palavras – mas também muitas vezes é esquecida. Os gestores devem ter em atenção que os trabalhadores fazem a sua «leitura» sobre o que eles fazem (ações) ou sobre o que não fazem (falta de ações).” (Teixeira, 2010) Ou seja, os gestores não se devem limitar a comunicar as suas mensagens e/ou a transmitir ordens ou tarefas aos seus trabalhadores. Devem também, agir, demonstrando aos seus funcionários que não se limita a falar o que irá aumentar significativamente a produtividade.
Fontes:
Teixeira, S. (2010). Gestão das Organizações. Mc GRAW-HILL.

<Daniela Ramos & Paulo Monteiro>

Como combater as barreiras à comunicação eficaz

“A eficácia da gestão, quer da uma organização no seu conjunto quer de um departamento ou unidade organizativa, só são possíveis se os gestores, a qualquer nível, foram dotados de uma elevada capacidade de comunicação. Quando o gestor comunica uma coisa e os seus colaboradores entendem outra diferente, naturalmente que isso resulta em perdas de produtividade e desvios em relação aos objectivos pretendidos.
O desenvolvimento da capacidade de comunicação é portanto um imperativo para qualquer gestor.” (Teixeira, 2010)


Isto é, para que a gestão seja eficaz é necessário que a comunicação organizacional também o seja. Desta forma, é necessário evitar qualquer tipo de barreiras à comunicação eficaz e, para que tal seja possível o gestor deve desenvolver a sua capacidade de comunicação.

Fontes:
Teixeira, S. (2010). Gestão das Organizações. Mc GRAW-HILL.

<Daniela Ramos & Paulo Monteiro>

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Vírus que se espalha pelo Facebook já chegou a Portugal

Vírus que se espalha pelo Facebook já chegou a Portugal
Fotografia © REUTERS/Dado Ruvic
O vírus terá sido detetado primeiro na Rússia, e espalha-se através de mensagens que parecem enviadas por amigos. 
 
Um vírus que se transmite através do Facebook, que foi denunciado inicialmente na Rússia, parece ter chegado também a Portugal. O vírus espalha-se através de links que surgem em mensagens ou no mural do utilizador, e que, quando clicados, infetam o dispositivo do utilizador com malware.
 
O vírus envia uma mensagem com "OMG!" ou "Private Video", que surge como se fosse enviada por um amigo, acompanhada de uma hiperligação. Se o utilizador clicar no endereço, o seu dispositivo fica infeta com malware (um tipo de software que pode causar danos ou roubo de informações nos dispositivos) e o vírus é espalhado para os seus amigos.
 
O vírus terá sido detetado primeiro na Rússia. Peritos informáticos citados pelo Russia Todayrecomendam que os utilizadores não cliquem em hiperligações como estas. Se clicarem, a recomendação é que se mude a palavra-passe do Facebook e se faça uma limpeza do dispositivo (computador, smartphone ou tablet) com software anti-vírus.
 
A assessoria russa do Facebook garantiu à agência noticiosa ITAR-TASS que "a segurança é a principal prioridade do Facebook". "Desenvolvemos ferramentas múltiplas para bloquear e eliminar o spam", esclareceu o Facebook. "Alguns desses instrumentos previnem que os links se espalhem entre as pessoas, enquanto outros ajudam a limpar os murais depois do ataque".
 
O DN contactou a assessoria do Facebook sobre a chegada do vírus a Portugal mas ainda não obteve resposta.
 

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Feliz Natal e Próspero Ano Novo



Comunicação: Skype já faz traduções em tempo real

   Comunicação: Skype já faz traduções em tempo real

O Skype já consegue fazer traduções em tempo real. O serviço de mensagens instantâneas e vídeochamadas inaugurou, este mês, um novo sistema que permite a um utilizador que fale inglês comunicar com outro que se expresse em espanhol numa questão de segundos, pondo fim à barreira da língua.

A fase de testes do 'Skype Translator' arrancou a semana passada com uma experiência-piloto feita em duas escolas internacionais: uma delas no México e outra nos EUA. Os alunos foram convidados a participar num jogo em que colocavam, através do Skype, questões às outras crianças para tentar descobrir em que parte do mundo se encontravam.

Durante o jogo, metade dos estudantes falava espanhol e a outra metade inglês, mas todos conseguiram comunicar graças a este tradutor em tempo real, o que resultou em "reações fantásticas", pode ler-se no blogue oficial do Skype, onde foi partilhado o vídeo da experiência.
 
 
 
Por enquanto, o sistema ainda só traduz conversas faladas em inglês e espanhol, mas já é capaz de traduzir, também, por escrito, mensagens instantâneas em mais de 40 línguas, entre as quais o português, podendo os utilizadores desfrutar do serviço se tiverem o Windows 8 como sistema operativo e depois de se registarem na página do 'Skype Translator'.
 
"O 'Skype Translator' baseia-se na aprendizagem automática [um subcampo da inteligência artificial], o que significa que, quanto mais utilizada é a tecnologia, mais inteligente se torna", explicam os responsáveis, acrescentando que "este é apenas o início de uma jornada que vai transformar a forma como as pessoas comunicam por todo o mundo".
 
De acordo com o blogue oficial do Skype, o objetivo do serviço é, a longo-prazo, "conseguir traduzir o maior número de línguas possível no maior número possível de plataformas e oferecer a melhor experiência" aos seus mais de 300 milhões de utilizadores.
 
"O 'Skype Translator' vai abrir possibilidades infinitas para a população, permitindo que se liguem, comuniquem e colaborem e que deixem de ter a geografia e a língua como obstáculos", finaliza a nota informativa publicada no blogue.

Clique AQUI para aceder à página de registo no 'Skype Translator'. 
 

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

SABER MAIS SOBRE JOSEMAR AFONSO

Entrevista a Josemar Afonso - Membro da Direção Nacional da AEAP-Associação de Estudantes Angolanos em Portugal

 
Criador do Programa Alfa
Diretor de Marketing – Muxima Magazine
Sócio da empresa de Marketing Dacosta Media Web Design & Comunicação.
FELP – Fórum dos Empresários de Língua Portuguesa
NZAYI - Criação e Gestão de Projetos – Diretor Estratégico e de Projetos
 
Jornalista: Carla Cristina Rocha
 

SABER MAIS SOBRE JOSEMAR AFONSO

Josemar Afonso vive atualmente em Benfica- Lisboa. Nasceu na cidade de Luanda – Angola, fez a primária na mesma cidade e tem 5 irmãos. Veio estudar para Lisboa onde conclui o secundário na escola Padre Alberto Neto, em Queluz, licenciou-se na Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias, em Ciências Políticas e Relações Internacionais, frequenta o último ano de mestrado no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas (ISCSP-UTL), em Gestão e Políticas Públicas, em simultâneo com a Pós-graduação em Governance and Strategic Intelligence.

 

                Carla Cristina Rocha: Que retrospectiva faz da sua caminhada desde que chegou a Portugal até aos dias de hoje?

Josemar Afonso: Foram tempos complicados. É sempre muito difícil, principalmente com a minha idade (11 anos), sair de um país e “aventurar-se” para um outro. Outra cultura, outras pessoas, outra mentalidade… Tudo diferente. Também não tive grande poder de escolha. Não foi uma escolha minha ter vindo para Portugal mas, ainda bem que assim aconteceu. Foi a melhor coisa que os meus pais poderiam ter feito por mim. Abriu-me horizontes, perspetivas, cultivou e solidificou a mentalidade e a personalidade que tenho hoje. Já dizia o Fernando Pessoa, “tudo vale a pena quando a alma não é pequena.” Gosto de pensar que sempre tive uma alma enorme, uma vontade de vencer, uma demanda por mais, que me possibilitou superar todos os obstáculos que surgiram no meu caminho. Passei por muito. Vários momentos de tristeza, como vários momentos de alegria. Com isso tudo, cresci, aprendi e fortaleci-me. Depois, tive sempre Deus ao meu lado. Embora na altura não soubesse…

C.R.:Como vive um estudante Angolano/ Africano em Portugal, mesmo com a ajuda da bolsa de estudo?

J.A.: A forma de viver depende muito de cada um. Cada pessoa estabelece os seus parâmetros. Pessoalmente, nunca estudei com apoio financeiro de terceiros, isto é, bolsas e afins. Os meus estudos sempre foram financiados pela minha família, meus pais principalmente. Esse fator incutiu em mim um sentido de missão enorme. Porque para além de estudar por mim, estudava e estudo também pelos meus pais, pelo sacrifício que eles fizeram para dar-me essa oportunidade. Por isso, tentei ao máximo ter uma vida o mais regrada possível. A doutrina do meio-termo imperava em quase todos os momentos. Claro que com uma bolsa a propensão para os excessos é maior. Contudo, como frisei inicialmente, cada um estabelece os seus parâmetros. A vida em Portugal, como em qualquer outro país, pode ser bastante isolada e triste. Cabe a nós encontrarmos força dentro de nós para superarmos. Muitos não têm familiares diretos com quem possam contar. Os amigos/colegas tornam-se os familiares. Imigrar é um teste diário a nossa determinação e força de vontade.

C.R.: 3 ou 5 anos longe da família, como se aguenta?

J.A.: Não pensando nisso. É uma única forma de se aguentar. Concentrar-se o máximo possível nos objetivos que nos leva ao determinado local e não pensar em nada mais. Se nos perdermos no vazio que sentimos devido a ausência da família, é extremamente difícil sair desse buraco. Por isso, melhor solução para o problema, não torna-lo num problema.

C.R.: Quais são as maiores dificuldades de adaptação

J.A.: Como era miúdo, não tive grandes problemas de adaptação, basicamente cresci em Portugal. A língua é um aspeto facilitador da socialização. A nível cultural não vejo grandes dificuldades, a nível social, sim. O desenvolvimento em Portugal é consideravelmente maior do que o de Angola, o que pode causar um ligeiro choque ao início. Contudo, não creio que seja uma dificuldade por aí além. A nível étnico-racial é que podemos falar de dificuldades de aceitação por parte de alguma parte da comunidade Portuguesa. O nariz maior do que dos portugueses, os lábios mais grossos, a pele escura, o sotaque angolano, entre outros pormenores, nem sempre foi aceite da melhor forma. Adaptação foi relativamente fácil, a aceitação é que pode ter demorado um tempo. Há coisas que só o tempo resolve…

C.R.: Como é que a AEAP motiva o estudante a enfrentar as dificuldades e como interage com o resto da comunidade Angolana?

J.A.: Da forma mais positiva possível. Para já, a Associação dá aos estudantes um sentido de missão: “estamos a estudar para desenvolver o nosso país”. Este é o propósito de todos os estudantes chegados á Associação. A nível do enfrentar as dificuldades, tentamos que a Associação esteja o mais presente possível na vida dos estudantes, auxiliando, aconselhando, acompanhando, orientando, em todos os momentos que for possível. Incutindo a valorização da nossa identidade, mas ao mesmo tempo o respeito pela cultura e sociedade Portuguesa enquanto casa que os acolheu. Para a restante comunidade, a Associação tem uma postura de cooperação. Encontra-se sempre disponível para participar em atividades e iniciativas da comunidade Angolana em Geral, bem como para auxiliar em tudo o que tiver ao seu alcance. No final do dia, partilhamos todos a mesma herança, a minha nação e a mesma identidade. Somos estrangeiros num país longínquo, cultivamos a unidade como forma de Auto preservação.

C.R.: Como Membro da Direção da AEAP e como o Antigo Homem do leme da Associação ligado à Lusófona, se tivesse mais apoio quais seriam os projectos que podia implementar para ajudar mais?

J.A.: Nunca gostei de meter-me em calças que não me servissem por serem demasiado largas ou justas. Sempre gostei de coisas á minha medida e á medida do meu desenvolvimento pessoal. Quando entrei para as duas instituições, era relativamente novo e nunca tive a pretensão de desenvolver projetos, sempre de contribuir para os projetos e aprender diariamente até estar em posição de os executar da melhor forma possível. Modéstia parte, hoje considero encontrar-me nesse estágio. Já me surgiram á cabeça inúmeros projetos, demasiados talvez. Uns com mais validade social, outros com menos, todos igualmente aceitáveis e materializáveis, com mais ou menos esforço. De todos os projetos que tenho em mente, se tivesse todo o apoio necessário, criaria o FAEAP – Fundo de Apoio ao Estudante Angolano em Portugal. Este fundo teria dupla finalidade: Apoiar financeiramente os estudantes com maior dificuldade financeira; apoiar o desenvolvimento de novos projetos, ideias e talentos da nossa juventude em Portugal. Acho que todos os projetos têm de ter alguma validade social a nível de ajuda ao próximo, caso contrário é apenas mais um… O FAEAP é o meu projeto de sonho. Talvez algum dia esteja em posição de o materializar.

C.R.: Explique em que consiste o programa Alfa. Qual é o seu objectivo?

J.A.: O Programa ALFA é um dos meus, espero inúmeros, contributos ao desenvolvimento do meu país. O ALFA procura ser mais do que um Programa de Formação, procura ser uma nova identidade para a juventude Angolana. Procura criar uma juventude voltada para a ética, o civismo, a responsabilidade social, o desenvolvimento pessoal e nacional, a valorização da nossa cultura, a transparência, a honestidade, etc. Ele é um programa de formação em Soft Skills, que permite a formatação dos novos quadros, para um mindset mais propenso ao desenvolvimento pessoal e profissional. O ALFA é mais do que formação profissional, é formação pessoal. Queremos moldar pessoas com uma mentalidade construtiva e focada no desenvolvimento pessoal aliado ao desenvolvimento coletivo. Por isso assentamos a formação em 5 módulos, que juntos criam o programa ALFA: Ética e Comportamento Organizacional; Liderança e Empreendedorismo; Comunicação Organizacional; Criatividade e Inovação; Trabalho em Equipa e Gestão de Conflitos. Acredito que essas cinco áreas são as áreas essenciais para a construção dessa nova identidade, a ALFA. As universidades perderam o foco de formar pessoas, formam apenas profissionais. O ALFA procura, antes de formar profissionais, formar Boas pessoas. Os recursos humanos são o futuro do país. Tendo isso em mente, é necessário, desde já, formar para os desafios que o futuro trará para o país.

C.R.: Nestes anos em que foi conhecendo imensos estudantes africanos, quais as maiores dificuldades provocadas pela diferença cultural?

J.A.: De opinião pessoal, Portugal não tem uma cultura tão acentuada como a dos países Africanos. A cultura portuguesa manifesta-se de forma mais subtil relativamente a Africana. Por isso, assistimos constantemente ao mosaico multicultural que é Portugal. Os Africanos, na sua maior parte, mantêm a sua identidade cultural mesmo estando em Portugal. Por isso, nessa perspetiva não creio que se tenha sentido grande dificuldade. Existem pormenores que fujam ao referido. Também não podemos esquecer que a maior parte são PALOP. A identidade Portuguesa de certa forma também “contaminou” e influenciou a identidade desses países. Pelo que em certos detalhes não exista tanta discrepância. As diferenças climatéricas no meu ver, são as que numa primeira fase mais afetam.

C.R.: Pensa que este intercâmbio de formação entre Portugal e Angola é um enriquecimento para os estudantes?

J.A.: Claro. É um alargar de horizontes. Em Portugal temos acesso a panóplia de ferramentas que permitem o nosso desenvolvimento académico. Angola, tem apostando ultimamente no desenvolvimento desse sector, é ótimo poder beber da experiencia de países com sistemas mais consolidados e experientes. Graças a esse Intercâmbio, o estudante pode levar o que aprendeu em Portugal e tentar adaptar a realidade Angolana. Na minha perspetiva, toda a troca de conhecimento é benéfica quando tem uma possibilidade real de aplicação. 

C.R.: Fazendo um retracto de si próprio: “ Quem é o Josemar Afonso “? (pessoa, estudante, objectivos futuros).

J.A.: Sou uma pessoa diferente, creio. É difícil definir-me. Enquanto pessoa, tento ser a melhor pessoa possível. Aposto bastante no meu desenvolvimento enquanto pessoa, seja a nível interno, como o amor-próprio, seja nível externo como o amor ao próximo. Tenho uma maneira de viver e entender muito minha. Odeio o pensamento coletivo. Odeio o Status Quo. Gosto de cultivar o pensamento divergente constantemente. Não pelo gosto da contradição, porque acho que só com pensamento divergente, a ousadia de pensar fora do pré-formatado, a recusa ao conformismo, o mundo avança. Sou um eterno sonhador, creio. Pelo menos, passo demasiado tempo a imaginar o mundo como poderia ser. Claro que observo como ele é, só assim consigo imaginar como poderia ser, através disso crio a maior parte dos meus projetos. Na minha história de vida, tive de aprender a depender apenas de mim para alcançar, tive de cultivar muita auto-estima e confiança para fazer face aos desafios. Creio que talvez agora esteja a transbordar, talvez por isso algumas conotações negativas. Tenho uma espécie de fascínio pelo desenvolvimento pessoal. Quero sempre mais e mais, contudo, não aceito pisar alguém para alcançar o que for. Tenho de merecer pelo meu esforço, talento e dedicação. Não tenho receio de dizer que sou excelente em algo, porque sei que trabalhei imenso para alcançar esse estatuto… Sei o meu esforço, por isso valorizo-me. Enquanto estudante, sou atraído por desafios e áreas do meu interesse, tudo o resto não me dedico. Se não for do meu interesse e se não me sentir desafiado, provavelmente não me dedicarei tanto quanto devia. Objetivos futuros? Não gosto de definir limites. Vou até aonde me for possível chegar. Gosto de conquistar as coisas, passo a passo. Gosto de sentir que mereci as minhas conquistas, caso contrário nego-as.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Como lidar com as expectativas das crianças no Natal


Aproxima-se o Natal, uma das épocas mais bonitas do ano. Muitos pais esforçam-se para não dececionar os seus filhos, cheios de expectativas trazidas de Natais anteriores e da publicidade da época. Todos querem a oportunidade de ver as suas carinhas de satisfação ao abrirem os presentes.

Por diversas razões, muitos pais questionam-se: “Devo dar-lhe tantos presentes?”; “Será que eles conseguem valorizar os nossos esforços para lhes darmos isto?”; “Conseguirão pensar na sorte que têm em receber presentes (não importa quantos), enquanto outros pouco ou nada têm?”; ”Que impacte terá isto no seu desenvolvimento?”. 
Todos os pais querem que os seus filhos sejam felizes, e um dos ingredientes indispensáveis é a capacidade de sentir gratidão. Receber presentes no Natal é uma excelente oportunidade para exercitar este sentimento: “Que bom, recebi o jogo que tanto queria!” Uma criança que não sinta gratidão ao receber presentes não é uma criança plenamente feliz. A simples curiosidade em saber o que está para lá do papel de embrulho dura muito pouco tempo, mas a felicidade dada por um brinquedo que se deseja, e a consciência de que alguém se lembrou dela, é duradoura. Isto é mais fácil de conseguir quando a criança recebe menos brinquedos, pois não se dispersa nem vulgariza o que recebeu. Ela tem de perceber porque é tão importante aquilo que tem. Outro ingrediente para ser feliz é a empatia. Se as pessoas à volta da criança estiverem felizes, ela também estará. O Natal é tempo de dar — por isso é que se recebe! Aproveite este Natal para desenvolver nos seus filhos noções como “ser feliz”, a gratidão e o cuidado com os outros. As sugestões que se seguem podem ser um bom começo: 

1. Estabeleça um orçamento
Decida quanto vai gastar nas prendas de Natal ou quantos desejos vai satisfazer. Assim, se o seu filho pedir um presente muito acima do que pretende gastar, não tem de dizer que não tem dinheiro (esta frase baralha as crianças, porque continuam a ver os pais a comprar outras coisas usando o dinheiro que disseram não ter!). Basta dizerem que não têm orçamento para isso; ou seja, que o dinheiro que têm vai ser gasto de outra forma. São os pais que controlam a situação, não as circunstâncias nem a criança. Desta forma, os pais vão poder lidar melhor com a culpa de dar de mais ou de menos – a responsabilidade é do orçamento! 

2. Peça-lhes uma lista
Peça-lhes que façam uma lista dos presentes que querem (p. ex., dez). Dessa lista, peça-lhes que escolham aqueles de que gostam mesmo muito (p. ex., cinco). E desses, peça-lhes que escolham o(s) presente(s) (de um a três) que gostariam mesmo de ter se só pudessem ter esse(s). A escolha pode ser difícil, mas escolher de entre os itens da sua lista desenvolverá a sua capacidade de escolha e trabalhará a sua resistência à frustração, se os pais enfatizarem que eles não terão todos os presentes da sua lista: só aqueles que querem mesmo! Se quiser reduzir o número de presentes relativamente ao ano anterior, deve fazê-lo de forma gradual; passar de trinta para dez pode ser dececionante de mais para poder exercitar gratidão. No entanto, se a situação familiar não o permitir, fale com os seus filhos antes do Natal e explique o que se passa, sem muitos pormenores: mostre que está a controlar tudo, para lhes dar segurança, e fale-lhes do orçamento que todos têm de seguir. 

3. Exercite a empatia dando presentes
Existem muitas pessoas à volta das crianças que elas podem fazer mais felizes, algo que também contribui para a sua própria felicidade. As crianças podem ajudar a comprar um presente para um irmão ou um dos pais; este deve ser escolhido tendo em conta aquilo de que a outra pessoa poderá gostar. As crianças podem também oferecer brinquedos que já não usem a alguém em particular ou a instituições. No entanto, devem ser as crianças e não os pais a escolher que brinquedos oferecer. Serem elas a fazê-lo dá-lhes uma sensação de controlo, ajuda-as a lidar com a perda de forma inofensiva (de um brinquedo que já não usam) e permite-lhes experimentar a verdadeira generosidade, ao oferecerem algo a outra pessoa que parte de si quereria manter. Serem os pais a fazê-lo pode violar os limites da criança e retira-lhes a oportunidade de experimentar tudo isto. 

4. Ponha o foco na família
Na noite de Natal, mantenha um ambiente agradável. É verdade que o momento da troca de presentes é especialmente valorizado pelas crianças; mas, nos próximos anos, elas irão lembrar-se melhor da atmosfera emocional daquela noite do que dos presentes que receberam.
Depois da euforia da troca de presentes, o Natal continua. No fim da noite, mostrem uns aos outros os presentes que receberam. Incentivem os vossos filhos a terem a atitude certa perante todos ("Que bom que tiveste isso!", "Vais poder fazer isto ou aquilo com essa prenda!"). Por fim, reserve um último presente para ser aberto no fim da festa ou na manhã seguinte. Em minha casa, chamamos-lhe "o presente da família": qualquer coisa que todos os membros recebem e partilham, que não é de ninguém em particular mas de todos (um jogo de tabuleiro, por exemplo) e que podem usar juntos. 

A beleza da época natalícia não se resume às decorações, às músicas e aos presentes. Esta é uma boa altura para desenvolver nos filhos a gratidão, a generosidade e a empatia, competências de escolha, de tomada de decisão e de resistência à frustração. Mas, a par disto, é uma excelente oportunidade para reforçar os laços afetivos e a unidade familiar, pois uma família fortalecida cria adultos melhores e mais felizes.

fonte:http://www.portoeditora.pt/espacoprofessor/paginas-especiais/educacao-pre-escolar/opiniao-pre/como-lidar-com-as-expectativas-das-criancas-no-natal

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Workshop “Como usar o tablet na aprendizagem”

Workshop, 6 de novembro de 2014
Como usar o tablet na aprendizagem

Oradora, Dra. Adelina Moura
Colaboração, Dra. Elisete Ferreira e Dr. Manuel Teixeira
Organização e Divulgação
Comunicação e Tecnologia Digital (2.º ano)
Produção, Realização e Fotografia, SNOF
Música, ZHU Faded (ODESZA Remix)

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Barreiras à Comunicação

Segundo (Teixeira, 2010), a eficácia da comunicação implica que a mensagem interpretada pelos destinatários seja a mensagem que o emissor pretende transmitir.

Segundo (Robbins, 2002), (Teixeira, 2010) e (Cunha, Rego, Cunha, & Cabral-Cardoso, 2006), são consideradas barreiras à comunicação:

  • Barreira fisiológica - Problemas com os órgãos de comunicação, surdez ou mudez.
  • Barreiras físicas - A comunicação é afetada por interferências físicas, problemas ligados ao meio de transmissão como o barulho ou, por exemplo, a falha de rede num telemóvel.
  • Barreiras semânticas ou barreiras de linguagem - A comunicação pode ser afetada pelo uso inadequado de uma linguagem não perseptível ao destinatário (exemplo Imagem 1), por exemplo: falar numa língua estrangeira não compreendida pelo recetor; utilização de palavras pouco claras; possibilidade de diferentes significados da mesma palavra, por exemplo: a palavra organização pode ter vários significados diferentes consoante o contexto em que se insere; . Desta forma, é necessário que o emissor tenha em conta que as palavras podem ser entendidas de diferentes formas por diferentes audiências devido à sua evolução cultural, à sua idade e/ou à seu nível de educação (por exemplo). É, então, necessário ter em conta os fatores acima mencionados (a idade, a educação e o histórico cultural) para que a comunicação seja eficaz.
Imagem 1 - Linguagem não perceptível ao destinatário.
  • Barreiras psicológicas e humanas - Preconceitos, juízos de valor e/ou esteriótipos prejudicam a comunicação, uma vez que, a forma como o recetor interpreta a mensagem é influenciada pela avaliação que faz do emissor. A personalidade de cada pessoa pode também ser uma barreira à comunicação eficaz, uma vez que, podem existir diferentes perspectivas, pontos de vista, as suas competências. A mensagem pode, então, ser interpretada de forma diferente por diferentes pessoas consoante as variáveis referidas como podemos verificar na Imagem 2 e 3.
Imagem 2 - Diferentes pontos de vista/interpretações.
Imagem 3 - Erro de comunicação.

  • Barreiras técnicas – Timing, excesso de informação e diferença de culturas.



Fontes Bibliográficas:
Cunha, M. P., Rego, A., Cunha, R. C., & Cabral-Cardoso, C. (2006). Manual de Comportamento Organizacional e Gestão. RH, Lda.
Robbins, S. P. (2002). Comportamento Organizacional. Prentice Hall.
Teixeira, S. (2010). Gestão das Organizações. Mc GRAW-HILL.

<Daniela Ramos e Paulo Monteiro>

Redes de Comunicação

   Segundo (Teixeira, 2010), as estruturas de grupo podem ser descritas entre os seus membros, ou seja, pelas redes de comunicação.

   Geralmente consideram-se cinco tipos de rede de comunicação em grupo: comunicação em roda, em Y, em cadeia, circular e interligação total, tal pode-se verificar na Imagem 1.

  • Redes de comunicação em roda – Na rede de comunicação em roda, os membros comunicam através de um único membro que ocupa a posição central.
  • Rede de comunicação em Y – Na rede de comunicação em Y, a comunicação percorre nos dois sentidos os diversos níveis de hierarquia sem possibilidades de comunicação horizontal.
  • Rede de comunicação em cadeia – Na rede em cadeia, cada membro apenas pode comunicar com o membro que o antecede e precede.
  • Rede de comunicação circular – Tal como na rede de comunicação em cadeia, cada membro pode apenas comunicar com os membros que o antecede e precede, todavia, o último membro comunica também com o primeiro fechando o círculo.
  • Rede de comunicação com interligação total – Na rede de comunicação em que há interligação total, tal como o nome indica, todos e qualquer membro do grupo pode comunicar com qualquer outro membro do mesmo grupo.


Imagem 1 - Redes de Comunicação.

Fontes Bibliográficas:
Teixeira, S. (2010). Gestão das Organizações. Mc GRAW-HILL.

<Daniela Ramos e Paulo Monteiro>

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Canais de Comunicação

Imagem 1



Com base em (Teixeira, 2010) e (Cunha, Rego, Cunha, & Cabral-Cardoso, 2006), numa organização podem coexistir vários tipos de canais de comunicação, como se pode verificar na Imagem 2. De uma forma geral, numa organização existem canais de comunicação formais e canais de comunicação informais.





Imagem 2 - Tipos de canais de comunicação.


Os primeiros(formais) correspondem às linhas da hierarquia da organização formal, ou seja, toda a comunicação que é oficial, sancionada pelas autoridades organizacionais. É essencialmente uma comunicação descendente, ou seja, uma comunicação de um superior para os subordinados. Todavia, os canais de comunicação formal contêm também comunicações ascendentes, ou seja, dos subordinados para os seus superiores, como feedback sobre as comunicações descendentes, informações sobre a evolução dos trabalhos, relato de problemas correntes, etc.
A comunicação informal é mais espontânea e é transmitida em todas as direções, isto é:


  • Horizontais – Entre membros da organização situados no mesmo nível hierárquico. 
  • Diagonais – Entre membros da organização nos diferentes departamentos situados em níveis diferentes de hierarquia.
  • “Em gavinha” – Em várias direções diferentes e simultaneamente envolvendo vários elementos de diferentes departamentos.

Todavia, segundo (Cunha, Rego, Cunha, & Cabral-Cardoso, 2006), pode existir comunicação formal em canais de comunicação informais e/ou comunicação informal em canais de comunicação formais. Como podemos verificar na Imagem 1 quando através de um canal informal - um envelope aberto marcado como confidencial com o objetivo de despertar a curiosidade de todos os funcionários - foi transmitida informação pertinente.

Pelo que, poderá ser vantajoso distinguir a (in) formalidade da mensagem e do canal.

Fontes:
Cunha, M. P., Rego, A., Cunha, R. C., & Cabral-Cardoso, C. (2006). Manual de Comportamento Organizacional e Gestão. RH, Lda.
Teixeira, S. (2010). Gestão das Organizações. Mc GRAW-HILL.

<Paulo Monteiro e Daniela Ramos>

O que deve ser comunicado numa organização?

    Segundo (Teixeira, 2010), um estudo feito por Henry Mintzberg concluiu que grande parte dos gestores gasta 80% do seu tempo a comunicar com as pessoas, quer internamente com os recursos humanos da empresa, quer externamente com os seus colaboradores (clientes, acionistas, fornecedores, financiadores, entidades oficiais, etc.). A nível interno, os gestores de nível intermédio gastam mais tempo a comunicar com os seus subordinados, menos com os seus superiores e, como podemos ver na Imagem abaixo, na zona intermédia da pirâmide situa-se o tempo despendido com os outros departamentos.

Distribuição aproximada do tempo de comunicação do gestor.

   Ainda, com base em (Teixeira, 2010), para que os trabalhadores estejam motivados é necessário que exista uma comunicação eficaz no interior da organização. Deste modo, os trabalhadores devem ter informações, no mínimo, sobre:
  • Como executar as suas tarefas e os objetivos esperados;
  • As suas remunerações, salários e, de modo geral, sistemas de retribuição;
  • A sua posição na estrutura organizacional da empresa;    
  • As mudanças que afetem o futuro da empresa e, nomeadamente, a sua segurança;
  • As políticas, regras e procedimentos da empresa.

  Ou seja, os trabalhadores têm necessidade de conhecer bem quais são os objetivos da organização, o que é esperado deles, a sua posição na estrutura da empresa, o seu salário, todas as alterações que possam afetar o futuro da empresa e dos trabalhadores e, as regras, procedimentos e políticas. Precisam ainda, de ser ouvidos e, sentir que são entendidos pelos seus superiores, caso contrário significa que o sistema de comunicação da empresa não funciona corretamente, isto é, existem barreiras que estão a impedir a comunicação eficaz e, por consequência a motivação dos funcionários.

Fonte:
Teixeira, S. (2010). Gestão das Organizações. Mc GRAW-HILL.

<Daniela Ramos e Paulo Monteiro>

Qual é a função da comunicação numa organização?

Segundo (Robbins, 2002), a comunicação organizacional tem quatro funções que considera básicas: o controle, a motivação, a expressão emocional e a transmissão de informação.

Por esclarecer aos funcionários o que deve ser feito e de que forma deve ser feito, avaliar a qualidade do  desempenho dos trabalhadores e orientá-los sobre o que fazer para que o possam melhorar, a comunicação pode gerar motivação. 

Segundo (Hampton, 1990), o grau de eficiência com que um grupo resolve problemas é influenciado pelo grau de perfeição com que o sistema ou rede de comunicação do grupo atendia ou se enquadrava nos requisitos de processamento de dados, impostos pelo problema a ser resolvido.

Fontes:
Robbins, S. P. (2002). Comportamento Organizacional. Prentice Hall.
Hampton, D. R. (1990). Administração - Comportamento Organizacional. McGraw-Hill.

<Daniela Ramos e Paulo Monteiro>

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

O que é a Comunicação?

Segundo (Teixeira, 2010) a “comunicação é o processo de transferência de informações, ideias, conhecimentos ou sentimentos entre as pessoas. Pode traduzir-se tanto na carta do correio como nas transmissões via satélite, na conversa de corredor ou na ordem de serviço.”



Para que exista comunicação é necessário um emissor, um recetor e uma mensagem. Todavia, a mensagem terá de ser codificada (escrita, falada, etc)  e transmitida através de um canal (meio pelo qual a mensagem se "propaga" até que chegue ao recetor - é muitas vezes fonte de ruído). Assim que chega ao recetor este descodifica-a respondendo com um feedback (essencial para que uma simples transmissão de informação se possa transformar em comunicação).

Referências:
Teixeira, S. (2010). Gestão das Organizações. Mc GRAW-HILL.

<Daniela Ramos e Paulo Monteiro>